O corpo não tem um relógio. Tem milhares.

O corpo não tem um relógio. Tem milhares.

Autora: Dra. Anamélia Guerra · CRM-SP 105.749

 

Em 2017, o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina foi concedido a três cientistas — Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W. Young — por uma descoberta que redefine o que significa cuidar do corpo: existe, dentro de praticamente cada célula do organismo humano, um relógio molecular. Não uma metáfora. Um mecanismo genético descrito com precisão, capaz de medir aproximadamente 24 horas usando apenas proteínas que se produzem, se acumulam, se reprimem e se degradam em ciclo.

A descoberta começou em 1971, quando pesquisadores identificaram um gene capaz de alterar o ritmo biológico de moscas-das-frutas quando sofria mutação. Levou mais de duas décadas até que o mecanismo completo fosse compreendido: uma proteína chamada PER que se acumula à noite, bloqueia sua própria produção, e é degradada ao amanhecer, permitindo que o ciclo recomece. Esse ciclo — hoje descrito tecnicamente como uma alça de retroalimentação transcrição-tradução — comanda entre 10% e 15% de todos os genes ativos numa célula.

É esse o fundamento científico sobre o qual a AERUM constrói cada ritual, cada sistema, cada produto. Não organizamos hábitos soltos. Organizamos o corpo através do tempo, porque a ciência mostrou que o tempo já está organizado dentro dele — só precisa ser respeitado. Um relógio não é uma metáfora de bem-estar. É um mecanismo mensurável, com genes, hormônios e curvas de temperatura por trás. E é a partir dessa descoberta, reconhecida com o mais alto prêmio da medicina mundial, que nasce a convicção que sustenta a AERUM: o corpo funciona melhor quando encontra ritmo.

Referências

• The Nobel Prize (2017). Advanced Information: Discoveries of Molecular Mechanisms Controlling the Circadian Rhythm. nobelprize.org/prizes/medicine/2017/advanced-information/

• The Nobel Prize (2017). Press release. nobelprize.org/prizes/medicine/2017/press-release/